O Cosmopolitan é um drink que ficou muito famoso nos anos 80 depois que o seriado Sex And The City o popularizou. Eu já escrevi sobre esta receita aqui. A receita deste post, o 1934 Cosmo (ou 1934 Cosmopolitan), é na verdade a original. E bem superior.

Leia mais: Receita do Cosmopolitan

A versão mais popular do Cosmopolitan foi inventada por Toby Cecchini em 1988 no bar The Odeon, de Nova York. Ela usa vodka, suco de cranberry, cointreau, suco de limão e xarope de açúcar. Porém, quando o drink foi criado originalmente em 1934, vodka não era usada em cocktails. A bebida mais popular na década de 30 era na verdade, o gin.

E nada de suco de cranberry. O suco de cranberry acabou entrando em receitas de drinks depois que o pessoal da empresa americana Ocean Spray investiu em publicar receitas com seu suco.

O 1934 Cosmo a vodka pelo gin, o suco de cranberry pelo xarope de framboesa, e o limão pelo limão siciliano. O resultado é um cocktail mais delicado, leve e frutado. Ele lembra o Cosmopolitan dos anos 80, mas claramente o eleva.

xarope de framboesa
xarope de framboesa

Ah, vale muito a pena fazer o xarope de framboesa em casa. É super simples. Cozinha 500 ml de água com 500g de açúcar e 250g de framboesa por uns 20 minutos e tá pronto! Guarde em geladeira por até 2 semanas.

Eu coloco um pouquinho de gin no meu 🙂 O álcool ajuda a preservar melhor e por mais tempo o xarope.

Duas últimas dicas.

Você pode usar o cointreau nesta receita. Eu prefiro sem para um drink mais delicado.

Uma variação simples e deliciosa deste drink é a adição de uma clara de ovo. Esse é o Clover Club. Ainda mais suave e untuoso que o 1934 Cosmo.

Vai por mim. Faça o xarope e garanto que o 1934 Cosmo e o Clover Club entram para a sua lista de drinks favoritos.

1934 Cosmo
1934 Cosmo

1934 Cosmo

Receita do cocktail 1934 Cosmo (1934 Cosmopolitan)

Ingredients

  • 60 ml gin
  • 25 ml xarope de framboesa
  • 25 ml suco de limão siciliano

Instructions 

  • Coloque todos os ingredientes em uma coqueteleira
  • Adicione gelo
  • Bata bem até gelar tudo direitinho
  • Coe para uma taça coupe
  • Decore com uma casca de laranja

Como assim? Existem vinhos não veganos? Vinho é feito de uva e uva por si só, é vegana!

Na verdade, durante o processo de vinificação, pode haver elementos de origem animal o que torna a maioria dos vinhos, não veganos.

Já falei; se tiver que matar para comer, viro vegano. Enquanto essa possibilidade não se faz necessária, sigo aqui com minha hipocrisia deslavada. Agora, quando falamos de vinhos, é mais difícil relacioná-lo ao uso de insumos de origem animal, mas eles existem.

Durante a vinificação de um vinho convencional (isso não acontece com os vinhos naturais), há um processo de clarificação, onde se usam diferentes tipos de derivados de proteína animal para clarear o vinho, que geralmente tendem a ficar turvos após a fermentação. Essas proteínas animais podem vir da clara do ovo, de gelatinas provenientes de tecidos de vaca e porco e até da vesícula de peixes (já chegaram a usar sangue, hoje prática teoricamente extinta).

vinhos veganos

A boa notícia é que esse processo não é perceptível ao degustar o vinho, aliás, ele quase não é perceptível em análise laboratorial, pois as partículas animais dificilmente são identificadas.

Outra maneira de tornar um vinho não vegano, é com a participação de animais no processo de produção das uvas, substituindo tratores por exemplo. Essa prática é bem comum em vinícolas menores com uma pegada mais biodinâmica. Você incentiva cultivos artesanais por um lado, com propriedades auto-sustentáveis, e por outro, “desveganiza” o vinho. Não é fácil.

Para o vinho ser vegano, há que se substituir as proteínas animais por proteínas vegetais, como as encontradas em ervilhas, durante o processo de clarificação. Ou, ao invés de clarificar o vinho, somente filtrá-lo.

De qualquer maneira, se a sua bandeira é ideológica, é melhor repensar os vinhos que toma e procurar por aqueles que levam em seu rótulo a menção de vinho vegano. E torcer para que realmente sejam.