Tenho um caso de amor com os Barolos. Desde que provei pela primeira vez, minha escala classificatória de estrelinhas bateu no topo e mudou a minha percepção de vinhos em geral. Pronto! Era só Barolo que gostaria de beber pelo resto da vida.

Porém, voltando a realidade, não se bebe Barolo todos os dias. Pelo menos um cidadão comum como eu, não. Os Barolos no Brasil são vinhos relativamente caros, devem começar por volta de R$200 a garrafa e podem chegar a cifras muito mais altas.

Neblina Barolo
Neblina Barolo

O nome vem da cidade de onde nasceu, Barolo, no Piemonte, noroeste da Itália. A uva é a Nebbiolo, nome proveniente da palavra “nebbia”, que significa “neblina”, comum nessa região e que encobre as parreiras durante o período da vindima.

Conhecido como “Rei dos Vinhos e Vinho dos Reis”, o Barolo ocupa uma posição de destaque no cenário mundial, e, diria eu, com razão.

Existem muitos produtores de Barolo no Piemonte, e todos tem que seguir as regras estritas da exigente certificação DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita). Claro que ainda assim, é possível ter produtores mais tradicionais, que optam por vinhos mais complexos e mais leves e alguns mais modernos, que preferem vinhos mais potentes e amadeirados.

Independentemente da metodologia, Os Barolos tem muitas características em comum e uma delas, com certeza, é o poder de envelhecimento. Essa expressão de que “quanto mais velho melhor”, deve ter surgido do Barolo. É impressionante como esses vinhos ganham vida, complexidades e múltiplos aromas com a idade. Os taninos marcantes dos jovens, são transformados na sabedoria dos mais velhos e te oferecem uma verdadeira experiência de vida.

barolo
barolo

Leia mais: Pinot Noir, a uva!

Write A Comment