O verão é uma boa desculpa para falar de vinhos brancos, roses e por que não, tintos? Os vinhos tintos feitos da uva Pinot Noir, geralmente são vinhos mais delicados e acompanham muito bem comidas mais leves. Na verdade, sua delicadeza provém de sua casca mais fina, mas também pode variar de acordo com o terroir ou o local de onde os vinhos são produzidos, é uma característica dentre tantas características que esses vinhos levam, aliás, complexidade é outra.

Apesar da Pinot Noir também ser usada na produção de muitos espumantes, inclusive nos famosos Champagnes, o foco hoje aqui são os tintos. Originária da França, é uma uva difícil de ser cultivada, sofre muito com variações do clima e pode apresentar diferenças marcantes entre uma safra e outra. Produz vinhos com intenso sabor e aroma de frutas vermelhas, como framboesa e cereja. Com um pouco mais de idade, apresenta aromas de estrebaria e cogumelos secos, para citar alguns, já que o buquê de um Borgonha, por exemplo, pode ter uma quantidade inacreditável de aromas.

Por falar em Borgonha, a terra natal da Pinot Noir, é de lá que vêm os melhores (e mais caros) vinhos desta casta (e por que não dizer de todas as castas?), mas deixando meu tendencioso paladar de lado, há vinhos de Pinot Noir produzidos em vários países do mundo, como Chile, Brasil, Argentina, Austrália, Estados Unidos, entre outros. No entanto, dois países se destacam para mim, Itália, onde é chamada de Pinot Nero e Alemanha, onde é conhecida como Spärtburgunders. Se cruzarem com um desses por aí, vale a experiência. Aliás, Pinot quase sempre vale a experiência!

Uva Pinot Noir

Leia mais: Villa Travignoli Rose é o vinho da semana

Write A Comment